terça-feira, 27 de março de 2007

Patch Adams – O Amor é Contagioso

Patch Adams / Tom Shadyac / 1998 / EUA


Com: Robin Williams (Hunter "Patch" Adams), Daniel London (Truman Schiff), Monica Potter (Carin Fisher), Philip Seymour Hoffman (Mitch), Bob Gunton (Dean Walcott), Josef Sommer (Dr. Eaton), Irma P. Hall (Joletta), Lee McCain (Judy), Harve Presnell (Dean J.P. Anderson), Daniella Kuhn (Adelane), Peter Coyote (Bill Davis), James Greene (Bile), Michael Jeter (Rudy), Harold Gould (Arthur Mendelson).


Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar dele ser o primeiro da turma.
Filme que eu queria ver há algum tempinho já. Acho o Robin Willians um baita ator, e mais uma vez ele me provou isso aqui, entregando uma interpretação memorável (indicado a vários prêmios)....tá certo que o roteiro é água-com-açúcar além da conta, mas a mensagem principal (e por retratar uma história real) é ótima. Tratar o paciente com respeito, humor e carinho às vezes faz mais bem do que o próprio remédio. Só acho que o roteiro poderia ter sido melhor elaborado, pois tem partes bem legais (a criatividade das brincadeiras com os pacientes) mas outras não tão inspiradas (o romance dele com a futura médica), além de algumas bem forçadas.
Não foi tudo que eu esperava, mas prefiro ignorar as falhas e exageros do roteiro e me concentrar só na mensagem principal.

*Crítica gentilmente enviada pelo amigo Gustavo. Não deixem de visitar o blog dele também: http://cc-cinecom.blogspot.com/. Obrigado amigo.

terça-feira, 20 de março de 2007

Os Aventureiros do Bairro Proibido

Big Trouble in Little China / John Carpenter / 1986 / EUA

Com: Kurt Russell (as Jack Burton), Kim Cattrall (as Gracie Law), Dennis Dun (as Wang Chi), James Hong (as David Lo Pan), Victor Wong (as Egg Shen), Kate Burton (as Margo), Donald Li (as Eddie Lee), Carter Wong (as Thunder), Peter Kwong (as Rain), James Pax (as Lightning), Suzee Pai (as Miao Yin), Chao Li Chi (as Uncle Chu), Jeff Imada (as Needles), Rummel Mor (as Joe Lucky), Craig Ng (as One Ear).

Um motorista de caminhão (Kurt Russel) durão e esperto, encontra-se numa inesperada corrida contra o tempo quando a noiva de seu melhor amigo é raptada. Jack encontra em Chinatown, São Francisco, um mundo mágico e repleto de seres estranhos governados por Lo Pan (James Hong), um mago de 2000 anos de idade que implacavelmente controla um império de espíritos. Lutando contra demônios indescritíveis, Jack penetra no mundo obscuro de Lo Pan em uma aventura para resgatar a garota.

Grande clássico da sessão da tarde. O clima de descontração que preenche do filme é pra mim ainda o seu grande atrativo. Junte-se a isso uma trama repleta de situações absurdas com uma estória pra lá de surreal e um Kurt Russel mais canastra do que nunca. O resultado é diversão e risadas. O problema é que as risadas pra mim foram principalmente pelas atuações fracas e textos mal elaborados. No geral ainda agrada, mas acho que não agüentaria mais uma revisada tão cedo.

Avaliação:

quarta-feira, 7 de março de 2007

Filmes de fevereiro/2007

*em ordem de preferência.

1- Boogie Nights - Prazer sem Limites (Paul Thomas Anderson)

2- Princesa Mononoke (Hayao Miyazaki)


3- O Gosto da Vingança (Ji-woon Kim)
4- O Homem-Elefante (David Lynch)
5- O Aviador (Martin Scorsese)
6- Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Larry Charles)
7- Porco Rosso (Hayao Miyazaki)
8- A Vida e Morte de Petter Sellers (Stephen Hopkins)


9- Os Reis de Dogtown (Catherine Hardwicke)
8- Serenity - A Luta pelo Amanhã (Joss Whedon)
9- As Férias da Minha Vida (Wayne Wang)
10- A Casa Monstro (Gil Kenan)
11- ABC do Amor (Mark Levin)

12- Minha Super Ex-Namorada (Ivan Reitman)
13- Ela É o Cara (Andy Fickman)

14- Tudo Acontece em Elizabethtown (Cameron Crowe)
15- Os Fantasmas de Lucy Keyes (John Stimpson)


16- A Grande Família - O Filme (Maurício Farias)


*Revisto:
De Volta para o Futuro 3 (Robert Zemeckis)

sábado, 3 de março de 2007

A Dália Negra

The Black Dahlia / Brian De Palma / 2006 / EUA
Com: Josh Hartnett (Dwight "Bucky" Bleichert), Scarlett Johansson (Kay Lake), Aaron Eckhart (Sargento Leland "Lee" Blanchard), Hilary Swank (Madeleine Linscott), Mia Kirshner (Elizabeth Short), Mike Starr (Russ Millard), Fiona Shaw (Ramona Linscott), Patrick Fischler (Ellis Loew), James Otis (Dolph Bleichert), John Kavanagh (Emmet Linscott), Troy Evans (Chefe T. Green).

Elizabeth Short (Mia Kirshner) era uma jovem bonita, que estava determinada em ser famosa e era conhecida como a "Dália Negra". Após seu corpo ser encontrado, torturado e retalhado, em um terreno baldio de Los Angeles, tem início uma busca pelo assassino. Os detetives e ex-boxeadores Lee Blanchard (Aaron Eckhart) e Bucky Bleichert (Josh Hartnett) são encarregados da investigação do caso, mas a obsessão que os dois desenvolvem por ela acaba por arruinar suas vidas.

O mais novo filme de Brian De Palma, é para mim um dos piores que vi do diretor. Porém o filme tem suas qualidades inegáveis. Os aspectos técnicos do longa são muito eficientes, como a fotografia, a bela reconstituição da época com seus figurinos típicos e a trilha sonora. O tom noir que é empregado remete ao excelente “Los Angeles – Cidade Proibida”, uma pena que as comparações não podem ser empregadas na qualidade da trama. Fica sempre aquele clima de que algo está acontecendo e a resolução recompensará a primeira metade fraca. Mas isso não acontece e a impressão que fica é que tudo é meio forçado no final, e o que já não era muito bom fica bem pior. Não gostei muito também de nenhuma atuação, a única que se salva é Hilary Swank, mas que acaba sendo prejudicada pela personagem que não tem nada a ver com a atriz, ficando ela meio deslocada como femme fatale. Em resumo, um filme ruim que se recente principalmente de um desfecho mais elaborado.

Avaliação:

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Os Reis de Dogtown

Lords of Dogtown / Catherine Hardwicke / EUA / 2005

Com: Heath Ledger (Skip), John Robinson (Stacy), Emile Hirsch (Jay), Rebecca De Mornay (Philaine), William Mapother (Donnie), Julio Oscar Mechoso (Sr. Alva), Victor Rasuk (Tony), Nikki Reed (Kathy Alva), Vincent Laresca (Chino), Brian Zarate (Montoya), Pablo Schreiber (Stecyk), Elden Henson (Billy Z), Michael Angarano (Sid), Benjamin Nurick (Browser), Stephanie Limb (Peggy Oki), Mike Ogas (Bob Biniak), Cheyne Magnusson (Jim Muir), Don Nguyen (Shogo), Laura Ramsey (Gabrielle), Sarah Cartwright (Vickie), Johnny Knoxville (Topper Burks), Stacy Peralta (Diretor de TV), Tony Hawk (Astronauta), Tony Alva.

As duras e arenosas ruas de “Dogtown” em Venice, Califórnia não pareciam grande coisa para os forasteiros, mas para um bando de adolescentes surfistas (Stacy Peralta, Tony Alva e Jay Adams) nos anos 70, elas foram a sólida e sinuosa inspiração para o revolucionário estilo do skateboarding. Transferindo os movimentos agressivos do surf para o concreto com a habilidade de surfar desafiando a morte no píer do Pacific Ocean Park, os Z-Boys – na maioria garotos com uma vida dura em casa e com atitudes mais duras ainda – viraram sensação, lendas locais. Eles eram magos do ‘freestyle’ em rodas de uretano, transformando piscinas vazias em arenas de atletismo selvagem e belo, o gênese dos esportes radicais de hoje. As competições de skate não sabiam o que fazer com eles, as garotas se jogavam a seus pés e, de repente, marketeiros e patrocinadores queriam pegar um pedaço deles e do que rapidamente estava se tornando um fenômeno cultural mundial. Mas a amizade desse grupo fortemente unido resistiria à transformação do passatempo adolescente em um grande negócio e, fortes personalidades que se tornavam celebridades fora de controle?

Os garotos do bairro de Dogtown, cujo atrativo maior é um cais que possui ótimas ondas, trocam as pranchas de surf para a prancha com rodinhas, onde extravasam suas frustrações, sejam elas familiares ou emocionais. E a partir dessa preferência cada vez maior pelo skate o filme passa a fluir de uma forma muito agradável. E ver a garotada usar as piscinas vazias da vizinhança é muito interessante, e uma das partes altas do filme. O jovem elenco impressiona não só nas cenas de “ação” mas também quando têm que lidar com seus dramas sempre reais. Destaque para Emile Hirsch, que faz um Adams com um enorme talento mas que é perturbado por ter sido a vida inteira um perdedor e ainda ter uma mãe promíscua. E também para Heath Ledger que é o “mentor” e criador do grupo skatista, e apesar de ser um sujeito que parece somente querer ganhar dinheiro, ser bêbado e meio pirado, conquista de imediato o público com seu tranqüilo e largado. Resumindo, Os Reis de Dogtown vale a pena ser visto por mostrar que amizades podem ser corrompidas, mas que no fundo as verdadeiras permanecem, e sobretudo por te deixar com um sorriso de satisfação ao seu final.

Avaliação:

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Boogie Nights - Prazer sem Limites

Boogie Nights / Paul Thomas Anderson / EUA / 1997

Com: Mark Wahlberg (Eddie Adams/Dirk Diggler), Burt Reynolds (Jack Horner), Luis Guzmán (Maurice T. Rodriguez), Julianne Moore (Amber Waves/Maggie), Philip Baker Hall (Floyd Gondoli), Don Cheadle (Buck Swope), Philip Seymour Hoffman (Scotty), Heather Graham (Rollergirl/Brandy), Thomas Jane (Todd Parker), William H. Macy (Little Bill), John C. Reilly (Reed Rothchild), Ricky Jay (Kurt Longjohn), Alfred Molina (Rahad Jackson), Robert Downey Sr. (Produtor de Discos).

Aos 17 anos, rapaz (Mark Wahlberg) que trabalha em clube noturno é descoberto por veterano diretor (Burt Reynolds) de filmes para adultos, que o convida para ser ator por ser sexualmente bem-dotado, e o acaba transformando numa celebridade da subcultura do mundo pornô, no apogeu dos anos 70. Mas a súbita fama e os desvios que ocorrem no processo podem ter seu preço.

O segundo longa, e primeiro conhecido, de Paul Thomas Anderson é um deslumbre de ações, situações, atuações e diálogos. Boogie Nights retrata o submundo da pornografia no final dos anos 70 e nos entrega a história de um jovem que briga com a mãe, e por ter um membro enorme é convidado para trabalhar como ator para um famoso diretor. Os diálogos quase sempre afiados e as cenas de violência com toque de humor (vide o trágico mas hilário assalto que Don Cheadle presencia) remetem aos filmes de Tarantino. O visual da época reproduzido por PTA é irretocável, sendo ainda engrandecido pela deliciosa trilha sonora.
O elenco, recheado de nomes conhecidos, está soberbo. Burt Reinolds faz Jack Horner, um diretor que tem uma visão idealizada do tipo de filme que faz, querendo colocar algo a mais nos mesmos para prender a atenção das pessoas que os vêem, como quando fala: “Não quero que o cara bata uma e saia no meio do filme, quero que ele fique melado até o final.” Mark Wahlberg faz o jovem que passa do inseguro e sem perspectiva Eddie para o arrogante e viciado Dirk Diggler, mostrando de uma forma quase natural sua degradação. Tem também a Rollegirl (Heather Graham) que abandona a escola para seguir carreira de atriz e Reed (Hohn C. Reilly) o grande companheiro de Dirk na tela e na vida real. Porém o filme é de Julianne Moore (Amber Waves) que se mostra uma mulher carinhosa e protetora, se considerando uma mãe para os jovens atores, mas que não hesita em cair de cara numa trilha de pó ou no colo de Dirk. Esse quinteto é para eles o mais próximo de uma família, pois dividem alegrias e frustrações uns com os outros.
Ainda há uma série de personagens fascinantes em mais esse grande filme de Paul Thomas Anderson. Aliás, ele já fez algo ruim?

Avaliação:

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Vencedores do Prêmio Cinema Fantástico 2006

O Cinema Fantástico é um grupo de cinema do qual participo e também sou moderador. Mas não é um grupo qualquer porque é composto de pessoas que além do gosto apurado pela 7ª arte, têm em comum a amizade (mesmo que virtual) e a capacidade hoje rara de aceitação de opiniões diferentes. Quem desejar embarcar nessa é só mandar um e-mail para mim: faprevedello@yahoo.com.br.

Segue os vencedores desse ano (para concorrer os filmes devem ser lançados comercialmente no Brasil em 2006):

Melhores Efeitos Especiais:

Piratas do Caribe: O Baú da Morte
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Melhor Vilão:

Sergi López (Capitão Vidal/O Labirinto do Fauno)
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Revelação do ano:

Ellen Page (Menina Má.com)
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Melhor Animação:

Carros
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Melhor Atriz Coadjuvante:

Gong Li (Miami Vice)
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Melhor Ator Coadjuvante:

Jack Nicholson (Os Infiltrados)
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Melhor Atriz:

Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)
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Melhor Ator:

Leonardo DiCaprio (Os Infiltrados)
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Melhor Roteiro:

Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine)
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Melhor Diretor:

Martin Scorsese (Os Infiltrados)
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Melhor Filme:
Os Infiltrados